As 6 características fundamentais para culturas de alta performance

As 6 características fundamentais para culturas de alta performance

Texto de Linsay McGregor, retirado e adaptado do artigo How Company Culture shapes Employee Motivation, da Harvard Business Review.

O motivo pelo qual trabalhamos determina o quão bem trabalhamos

Depois de examinar mais de 20.000 trabalhadores em todo o mundo, analisar 50 grandes empresas, realizar dezenas de experimentos, entender a pesquisa acadêmica em uma gama de disciplinas, chegamos a uma conclusão: o motivo pelo qual trabalhamos determina o quão bem nós trabalhamos.

Pesquisadores têm estudado as motivações para o trabalho há quase um século e um grande avanço aconteceu na década de 1980 quando os professores Edward Deci e Richard Ryan, da Universidade de Rochester, distinguiram as seis principais delas.

Nós, partindo da teoria deles, adaptamos os resultados para o ambiente de trabalho moderno e, assim, definimos as seis principais razões pelas quais atualmente as pessoas trabalham, sendo elas: Jogo, Propósito, Potencial, Pressão emocional, Pressão econômica e Inércia.

É consenso entre muitos pesquisadores que os três primeiros motivos tendem a aumentar o desempenho, enquanto os três últimos tendem a diminuí-lo. Descobrimos que as empresas mais famosas por suas culturas maximizam os bons motivos e minimizam os maus.

Vamos analisar os três primeiros motivos individualmente:

Jogo: quando você está motivado pelo trabalho em si

Você trabalha porque você gosta. Um professor motivado pelo Jogo gosta das tarefas principais relacionadas ao ensino - a criação dos planos de aula, a resolução de problemas e a elaboração das provas. O Jogo é o nosso instinto de aprendizagem, e está ligado à curiosidade, à experimentação e a explorar problemas desafiadores.

Propósito: quando o resultado direto do trabalho se encaixa à sua identidade

Você trabalha porque você valoriza o impacto do trabalho. Por exemplo, um professor, baseado em valores, se identifica com o objetivo de educar e capacitar crianças.

Potencial: quando o resultado do trabalho beneficia a sua identidade

Em outras palavras, o trabalho aumenta o seu potencial. Por exemplo, um professor que trabalha pelo Potencial pode estar fazendo seu trabalho porque, eventualmente, quer ser promovido e se tornar um diretor.

Uma vez que estes três motivos estão diretamente ligados de alguma forma à própria obra, você pode considerá-los como motivos diretos. Eles irão melhorar a performance no trabalho em diferentes graus. Motivos indiretos, no entanto, tendem a reduzi-la. Veja agora mais detalhadamente os motivos indiretos:

Pressão emocional: quando você trabalha porque alguma força externa ameaça a sua identidade

Se você já usou a culpa para obrigar um ente querido a fazer algo, você fez uso da pressão emocional. O medo, a pressão dos colegas e a vergonha são todas formas de pressão emocional. Quando você faz algo para evitar desapontar a si mesmo ou aos outros, você está agindo sobre a pressão emocional. Este motivo é completamente separado do próprio trabalho.

Pressão econômica: quando uma força externa faz com que você trabalhe

Você trabalha para ganhar uma recompensa ou evitar uma punição. Agora o motivo não só é separado do trabalho em si, ele também está separado de sua identidade.

Inércia: quando você não sabe explicar por que trabalha

Quando o motivo é tão distante do trabalho e da sua identidade que não é possível identificar por que você está trabalhando. Quando você não sabe explicar o motivo pelo qual trabalha e só o faz porque já fez assim ontem e anteontem, isso sinaliza inércia.

Estes motivos indiretos tendem a reduzir o desempenho porque você não está mais pensando sobre o trabalho - você está mais preocupado com a decepção, a recompensa, ou com o motivo pelo qual você está incomodado em fazer isso. Você está distraído e pode até não se preocupar com o trabalho em si ou a qualidade do resultado.

Agora é sua vez

Descobrimos que uma cultura de alto desempenho maximiza o Jogo, o Propósito e o Potencial sentidos por seus colaboradores, e minimiza a Pressão emocional, a Pressão econômica e a Inércia.

Agora que você sabe o segredo das empresas mais famosas por suas culturas, que tal procurar aplicar isso onde você trabalha?

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