Turnover: a preocupação número 1 dos profissionais de RH

Turnover: a preocupação número 1 dos profissionais de RH

Artigo retirado e adaptado do NY Times.

A maioria dos empregados - não importa quantos anos eles estejam numa companhia ou o quanto eles já tenham trabalhado duro - sentem-se descartáveis. E a maioria dos empregadores fazem pouco para desencorajar esse sentimento.

Mas à medida que a economia se regula, as empresas estão se tornando mais preocupadas com retenção de bons funcionários para o longo prazo. "É o assunto número 1 para profissionais de RH", disse Chason Hecht, presidente da Retensa, uma consultoria em retenção de colaboradores.

A retenção pela primeira vez no topo da lista das preocupações

Uma pesquisa da Deloitte de 2015 com mais de 3.300 negócios e líderes de recursos humanos em 106 países apontou que nesse ano cultura e engajamento - ou retenção de colaboradores - foram vistos como os mais importantes desafios de todos, desbancando a até então preocupação principal, o desenvolvimento de liderança.

"Na minha experiência, trabalhando nessa área por 15 anos, essa é a primeira vez que esse assunto - retenção - gerou uma pontuação tão alta", disse Josh Bersin, fundador da empresa de pesquisa Bersin by Deloitte e um dos autores do relatório que afirma que "organizações estão reconhecendo a importância de focar em cultura e melhorar dramaticamente o engajamento dos colaboradores, já que enfrentam uma crise eminente em engajamento e retenção".

Os trabalhadores têm mudado mais rápido do que o local de trabalho

"Os trabalhadores têm mudado mais rápido do que o local de trabalho", disse Bersin. Portanto, as empresas, especialmente as mais velhas, estão tentando descobrir como segurar os bons funcionários - se não para o resto ativo de suas vidas, pelo menos para uma parte saudável delas.

O valor que os empregadores têm colocado sobre a retenção reflete o elevado custo do turnover: especialistas estimam que pode custar tanto quanto o dobro do salário anual de um empregado para recrutar, contratar e treinar um novo trabalhador especializado.

E amigos próximos frequentemente tendem a seguir um ao outro para fora da empresa. De acordo com John J. Sullivan, um professor de gestão na San Francisco State Unicersity e especializado em recursos humanos, quando uma pessoa sai, frequentemente várias a seguem. "Portanto, não é a substituição de uma pessoa, é a substituição de três a cinco pessoas", disse ele.

Como descobrir se os colaboradores estão engajados

No passado, os gestores tinham que confiar em anedotas para descobrir por que as pessoas estavam saindo. Agora, a capacidade de fazer pesquisas online, processar grandes quantidades de dados e acompanhar as tendências significa que "nós temos uma ciência por trás do que funciona e do que não funciona", diz Hecht.

Colaboradores se sentem engajados, especialistas dizem, quando eles se sentem produtivos, contribuindo para a missão de suas companhias, têm confiança e acreditam em seus gestores, e possuem a oportunidade de crescer e avançar - não necessariamente na escala corporativa, mas aprendendo novas habilidades.

E como ter certeza de que o pessoal está feliz e engajado? Pergunte a eles - e não apenas uma vez por ano. "Com as revisões anuais de desempenho, todo mundo está alienado. Então 50% a 60% das empresas estão reformulando completamente a forma como elas os fazem", disse Bersin. "As empresas precisam ter uma conversa contínua com os colaboradores para entender suas necessidades de mudança e expectativas", diz Hecht.

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